Ideias para a agenda

Taylor’s Port – A mais antiga casa de Vinho do Porto

Outubro 19, 2021
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Era sábado. As caves estavam animadas. A noiva acabava de chegar e o pavão desfilava para cá e para lá.
Eu atravessara o rio, por entre as gotas de chuva, subira o túnel e só tinha uma coisa em mente, os grandes armazéns escuros de tetos altos e com aromas típicos de um grande vinho clássico.

Era épico. Ali estava eu na mais antiga casa de Vinho do Porto, a Taylor’s. Só tenho de agradecer à amiga Rita Costa que me recomendou esta visita, vezes sem conta. Comprei o bilhete, coloquei o audioguia junto do ouvido e iniciei a descoberta desta distinta casa produtora do icónico vinho fortificado do nosso país.

A história do Vinho do Porto, da sua produção vitivinícola, da região duriense, da casa Taylor’s, foi-se contando à medida que me passeava silenciosamente por entre os barris de carvalho, perfeitamente alinhados. Silenciosamente, sim! Porque o vinho está a envelhecer na tranquilidade do seu contacto com a madeira. Trouxe comigo memórias de aromas inesquecíveis.

A visita é muito rica em informação. Nada é esquecido. Tudo nos é contado ao ouvido e através de fotografias, objetos e vídeos. São três séculos de história. Mas confesso que a meio do passeio já só pensava na prova. Sabia que iria ser uma experiência grandiosa.

A loja antecede a sala de provas. Eu não posso ver uma loja. Começo logo a bisbilhotar as prateleiras à procura de souvenirs. Havia postais! A miúda ficou feliz. Encontrei, também, algumas preciosidades. Néctares para os que gostam de investir num vinho mais antigo. Estava em exposição uma garrafa com colheita do ano do meu nascimento, edição limitada (com certeza!) – Taylor’s Very Old Single Harvest Port. A casa detém uma das maiores reservas de vinhos raros envelhecidos e destaca-se como criadora do Late Bottled Vintage. Lá está, sou como o Vinho do Porto, quanto mais velha melhor. Nisso até o galo concorda. Ele há galos com bom gosto e o Taylór’s  Maria (nome que lhe atribuí, assim que travámos conhecimento) é um habitante feliz da casa Taylor’s. Desfila altivo pela sala de provas, cumprimenta os convivas e com sorte ainda petisca qualquer coisa. Não o vi beber, mas nunca se sabe. A prova foi divina e deu-nos ânimo para mais umas subidas e descidas em Gaia.

 Entretanto, os noivos inseridos na paisagem eram eternizados em fotografias junto dos seus convidados. Deixámos as caves com o intuito de dar um passeio por Gaia. Não fomos aos tombos. Estávamos perfeitamente sóbrios, mas vai-se lá saber porquê, não conseguimos encontrar o Local do Castelo de Gaia. Dizem que a vista é muito bonita. Comemos um gelado e não pensámos mais no assunto.

A visita às caves tem um valor de 15€ e incluiu a prova de dois vinhos.  Não sei porquê, mas a música da Tonicha não me sai da cabeça

…E anda aos tombos,
E anda aos tombos,
E anda aos tombos
Pela romaria! 
Vai de braço dado;
Já vai carregado
O Chico Pinguinhas…
E haja alegria!

Rosarinho

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