Clube de Leitura - Livros à Sexta

Enquanto há Livros à Sexta, há esperança

Julho 22, 2021
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Depois de certificados apresentados e zaragatoas até ao cérebro, estava aberta a sessão de mais um encontro do clube de leitura. As livrólicas foram de malas, livros e esperança para o terraço da Casa Alfazema-do-Mar, puseram a conversa em dia, falaram de alegria e de sobrevivência; de sugos e de cortes de cabelo; de contrabando e de influencers, ainda assim, houve tempo para um bom vinho, azeitonas, enchidos, cenouras e partilhas de leituras.
Lá diz o ditado, enquanto há “Livro à Sex“, há esperança. (Atenção, é apenas um trocadilho, já que o nosso reclame luminoso esbardalhou-se e quando o apanhámos faltavam-lhe as letras ‘s’ ‘t’ e ‘a’.

Livros à sexta
Livros à sexta

Estou aqui a olhar para o ecrã e nem sei o que escrever sobre este encontro que esteve quase, quase, para não acontecer. As miúdas já andam com os nervos em franja por causa dos cuidados a ter em cada encontro presencial. Sabemos que é fundamental, mas a trabalheira e as preocupações que estas burocracias virais dão, arrasam com a nossa santa paciência. Depois de muito barafustarmos lá nos tornámos As mensageiras da esperança (Jojo Moyes) e organizámos este encontro que nos revitalizou a alma e encheu de letras o coração. Já deves ter percebido que o tema era a ESPERANÇA, sabiamente sugerido pelo Beto Kavalcante que não pôde estar presente (tomámos nota desta falta no nosso caderninho).

A Patrícia da Casa Alfazema-Do-Mar preparou um repasto para uma noite de anarquia literária. Desta vez, a dinamização do encontro foi assumida pelas participantes, que estiveram-se nas tintas para as miúdas e fizeram muito bem! Basicamente foi Como água para chocolate (Laura Esquível).

Duas mesas. Numa, um grupo falava pelos cotovelos, na outra nem abriam o bico. É que nem as novidades queriam ouvir! E nós com tanta coisa boa para contar! Eu ainda olhei para o céu à procura da orientação da Estrela de Gonçalo Enes… (Rosa Lobato de Faria) mas nada, apenas uma Stardust (Neil Gaiman) e pouco mais. 

E foi quando a esperança já se tinha evaporado para A Biblioteca de Paris (Janet Skeslien Charles), que lá conseguimos por ordem na chafarica, ou neste caso no terraço da casa Alfazema-Do-Mar. Tínhamos coisas importantes a dizer e a Helena também! Que por azar ficou na nossa mesa e acabou por levar por tabela. O que lhe valeu foi O quanto amei Fernando Pessoa (Sara Rodi)! Fez uma chamada telefónica e ‘contratou’ a autora para o encontro de outubro!! Aplausos!!! Depois fomos no balanço da Helena, que de mansinho trouxe as atenções para o nosso spot, e anunciámos dois passeios literários até ao final do ano e, para setembro, a presença da Lénia Rufino, autora do livro O lugar das árvores tristes. Dizem que a esperança é a última a morrer. Ufa!!!

Sabes que mais? Dava tudo para a ver A imagem do teu rosto (Nicholas Shakespeare) depois de leres este post! De vez em quando dá-me para isto. Escrever disparates. Tenho esperança de me tornar uma escritora séria… Ou talvez não. Mais se informa que o Clube de Leitura foi a banhos. Regressa em setembro.

Rosarinho

Livros à sexta
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