Ideias até ao infinito

Era uma vez… (a dificuldade de escrever) um conto infantil!

Junho 3, 2021
era uma vez a dificuldade de escrever um conto infantil

Quando numa Spring Party online, organizada pelo Colectivo 71.86 ganhei a inscrição no workshopEra uma vez… um conto infantil” não sabia no que me estava a meter. A primeira reação foi de júbilo (raramente ganho cenas em sorteios), depois de dúvida (faço ou não faço o workshop?) e a seguir veio o desespero (estou lixada!). Este post conta-te a história de uma miúda que descobriu o quão difícil é redigir para petizes. Era uma vez (a dificuldade de escrever) um conto infantil.

Eu não sou de desistir de desafios, mas desta vez estive por um triz. 
Este workshop dinamizado pela Sandra Marques Augusto e pela Catarina Gomes foi pensado para pessoas que já tivessem material escrito (versão final ou esboço de um conto infantil). O propósito destas sessões era o tratamento dos originais com vista à impressão de um livro. No meu caso não havia original. Entrei com o pé esquerdo. Mas eu queria porque queria avançar com esta aventura. A solução seria, pelo menos, já ter criadas as personagens e uma sinopse do conto. Esta, acho eu, foi a parte mais fácil do processo, porque o que aprendi no “Escreva o seu livro” (uma produção Colectivo 71.86, dinamizada pela Sandra Marques Augusto e pela Beatriz Canas Mendes) ajudou-me imenso neste arranque inicial. O pior estava para vir.

As personagens estavam bem construídas e a sinopse prometia um conto cheio de aventuras num bosque algures no meio do nada. O problema foi a folha branca. A maldita da folha branca! Bloqueio total! Como assim? Os meus bloqueios, quando os há, são temporários. Qual era a dificuldade? Escrever para crianças! Não estava no meu registo. Nunca tinha feito nada parecido. Senti-me sem chão. Valeram-me os livros infantis que fui comprar à RG Livreiros, para me inspirar e o balão vermelho que a Sandra enviou com o kit de boas-vindas. Acho que nunca soprei tanto num balão como naquelas semanas! 

A muito custo e com a ajuda fundamental da Sandra e da Catarina, lá escrevi a primeira frase (atenção spoiler!) – “Era quarta-feira, dia de distribuição de correspondência no Bosque dos Pinheiros Mansos.” Depois seguiram-se alguns parágrafos arrancados a ferros até que, de um momento para o outro, a escrita começou a fluir. Tive de esquecer-me que estava a redigir para crianças dos 7 aos 12 (o meu público-alvo) e esse foi o volte-face que me permitiu escrever 6 páginas do conto. Vitória, vitória consegui desenrascar a história. Só que não. Segundo as caríssimas formadoras, o que apresentei foi apenas o primeiro capítulo daquilo que promete ser uma grande aventura no reino animal.  

To be continued…

 

Rosarinho
p.s: – Obrigada Sandra e Catarina pela paciência. Prometo terminar esta história e quem sabe seguir para publicação…

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