Ideias à solta

Bons Sentimentos, by Marisa Pedroso

Maio 11, 2021

Apreciei muito a criação do Movimento “Cartas, Atalhos que Aproximam”, uma iniciativa da Rosária Silva.

As pessoas que se lembram de criar estes projetos, e ainda, quem irá fazer uma paragem para escrever uma carta, só pode ter uma essência humana muito especial.

Escrever uma carta. Já ouvi dizer que é uma prática linda. E já ouvi dizer que é uma coisa de loucos e dos lamechas. No entanto, escrever uma carta é, sempre, algo muito importante. É um ritual, e é das expressões mais reais que alguém pode ter. É também das melhores terapias que faz um ser humano.

Desde que me lembro de saber escrever, que agarro na caneta e dirijo-me a mim mesma, e às minhas amigas também. E, até, a quem eu achei que nunca me iria ler.

Lembro-me de escrever cartas nas folhas dos meus diários, sobre os meus dias bons e maus. E lembro-me de escrever cartas nas folhas dos cadernos de linhas, que usava na escola. As primeiras, um dia, foram todas queimadas, por minha decisão. Pedi ao meu pai para tratar de tudo na nossa churrasqueira do quintal! Os olhos dele abriram surpresos com tanta escritura.
As segundas, foram entregues em mão. Normalmente, falavam sobre paixões e rapazes, mas também relatavam episódios festivos e demonstravam, geralmente, muito entusiasmo pela vida! E as cartas que eu recebia eram sempre de amigas, mas também foram todas entregues ao ritual do fogo no quintal, como as dos meus diários.

Hoje, enquanto Socióloga, Terapeuta, Professora de Meditação e Guia no Desenvolvimento Natural, Espiritual e Humano, tenho que dizer: as cartas são mesmo chaves que abrem portas para um mundo diferente, e do qual todos nós precisamos muito.

Ao aderirmos a este movimento, “Cartas, Atalhos que Aproximam”, vamos lembrar da importância de voltar a habitar esse lugar.

A querida Rosária Silva vem regar as raízes do passado e fazer florescer, novamente, o nosso lado mais humano, menos acelerado e não automatizado. Este movimento é um verdadeiro atalho para a paz interior!

Escrever uma carta, não é como escrever um e-mail ou enviar uma SMS.
Escrever uma carta, faz estar presente e, ao mesmo tempo, liga-nos às primeiras aprendizagens, que, por sua vez, se relacionam com a imaginação, a criatividade, o afeto, a pureza, o crescimento, o desenvolvimento natural, espiritual e humano.

As cartas são uma tecnologia natural que nasceu connosco, e que nos recorda da Alma que nos pertence. Entrar no mundo interior, e viajar por estes caminhos, leva-nos a lugares especiais e que, neste mesmo momento, ainda não estamos a captar que existem.

As cartas são atalhos acompanhados de calma e tranquilidade, e são sempre de assuntos importantes, íntimos e pessoais, que fazem sentido para quem está a escrever. Sejam que assuntos forem. São sempre reais.

Alguém decidiu parar para escrever, isso faz nascer significado, e também para quem lê.

Hoje, é preciso desenvolver a comunicação, o vocabulário, a afetividade, a profundidade de um ser humano. Escrever sobre felicidade, saudades, perdão, desejos, surpresas, mágoas, amores, agradecimentos, revelações, pedidos de desculpa, criações, alegria, tristeza, decisões importantes, sonhos, fantasia, ficção…

Tudo é válido quando é escrito numa carta e por alguém!

Cartas já curaram, já aproximaram, já fizeram milagres. Já despertaram diversas emoções em cada vida, em cada história.

Cartas já foram alívio e força.

Uma carta tem um propósito, e não se cria uma carta só porque sim.

Ao fazer parte deste movimento, todos nós ganhamos uma possibilidade especial, que é a de desfrutar de uma sessão, com a duração de cerca de 1h30, planeada a pensar em tudo isto, e em dar voz ao mundo interior.

Agendar uma sessão personalizada, é dar importância às profundezas da nossa existência, do nosso ser, à nossa Alma!

Parar e entrar em contacto com o lado mais humano, num momento terapêutico e relaxante, muitas vezes, é determinante no nosso bem-estar e equilíbrio.

A relação do meu trabalho com o da Rosarinho nasce para quem quer, como nós, valorizar e saber mais sobre a magia dos atalhos para o mundo interior, sobre cartas, e sobre este movimento.

E para ganhar conhecimento revelante sobre um lugar mais profundo e cheio de relatos sobre a vida interior. Onde encontramos sempre um sentir relaxante, calmo e diferente, além do lugar do pensar.

E onde encontramos, sempre, a nossa história de vida de uma forma especial!

Um abraço escrito, e um obrigada por nos leres com Bons Sentimentos.

Marisa Pedroso

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