Ideias para a agenda

As miúdas “Açunhar” com os bolos da Yara!

Abril 29, 2021
Açunhar

Conheci a Yara há muito tempo. Foi numa reunião de trabalho. Gostei logo dela! A sua energia doce trouxe-me muitos gramas de bons momentos. Eram outros tempos, outras profissões… Mas, ao que parece, andávamos as duas a cozinhar sonhos em nossas cabeças. E cada uma à sua maneira já está a concretizá-los. O que as miúdas “Açunharam” com este post e com uma ou duas fatias de bolo acompanhadas de um café.

1. A Yara Silva é…

Sou uma sonhadora e extremamente emocional em todos os sentidos. Vivo tudo com muita intensidade, demasiada às vezes, mas assim sou eu. Sou Yara há 46 anos, cara-metade há quase 23 e mãe há 6. Tenho a meu lado a pessoa mais especial que poderia ter e Ser Mãe faz tanto parte do “Yara Silva é…”, é um amor sem igual e uma forma única de sentir a vida. A alegria de ser mãe é inexplicável e faz parte de cada detalhe da minha alma.

2. “Açunhar” é…

Um sonho a sair do bolso. Um projeto que surge da alegria de fazer bolos decorados com pasta de açúcar. Comecei a fazer os primeiros bolos há quase 12 anos, só como hobby. Depois, o gosto evoluiu de tal forma que comecei a fazer formações para adquirir mais conhecimento, mais técnicas e a vontade de algo mais cresceu também. Nunca imaginei que um dia pensaria num trajeto a nível profissional profissional, mas hoje começa a ser real. E o nome é, tal como eu, um sonhador que pretende “sonhar o açúcar” e proporcionar momentos felizes.

3. Para ti um bolo personalizado é…

Uma inspiração única. Um sonho em forma de bolo. Cada elemento é criado a pensar em alguém. Cada detalhe conta uma parte da história, fala sobre e para alguém, como se fosse um livro doce para ser saboreado em companhia.

4. A inspiração surge quando…

Observo o mundo à minha volta. Estou sempre a ver bolos em tudo o que observo: nas histórias, nos livros, principalmente nos livros infantis, na rua, na natureza, nas exposições, nos filmes, eu sei lá. A inspiração é constante e a vida contagiante. Os bolos que faço têm geralmente um tema específico, mas, mesmo assim, a inspiração não está ligada só ao tema, está ligada também à pessoa e a tudo o que vou observando.

A inspiração surge quando aprendo com outros profissionais, quer nas formações, na internet ou nos livros. Quando estou a aprender algo novo ou a saborear livros dos autores que admiro, a minha cabeça não para de sonhar bolos. Há pouco tempo, participei num concurso internacional de cake design e o bolo que fiz foi inspirado em técnicas que aprendi. Decidi participar exatamente pela alegria da criação.

5. Qual o teu bolo de infância preferido e porquê?

Humm! Não tenho memória de um bolo preferido na infância, mas o bolo que me transporta para memórias infantis é o de maçã com fatias cortadas em meia-lua, muitas vezes feito pela minha irmã (ela era a pasteleira lá de casa), e também em casa de alguém muito especial (mãe-coração), quando lá passava parte das férias. Agora que penso nisso, este bolo de maçã acaba por me ligar à família, todos nós continuamos a fazê-lo em nossas casas, lembro-me também de o comer em casa do meu irmão.

6. Qual o ingrediente secreto dos teus bolos?

Dedicação. A alegria é tanta em todo o processo que cada bolo é o resultado de uma paixão extraordinária. Uma paixão que me fez, e faz, crescer todos os dias. Sou feliz quando estou a fazer um bolo.

7. Uma história divertida ou caricata sobre um dos bolos que já confecionaste.

A mais caricata é, sem dúvida, a do bolo de casamento da minha irmã. Ela casou logo a seguir à minha primeira formação. Não tinha experiência e nunca tinha feito um bolo a sério. Era um casamento!!! Foi uma aventura daquelas que fica para a história e, apesar de muitos atropelos, teve um final feliz.

Outro bolo com situação caricata foi o meu primeiro bolo com uma flor feita em pasta de açúcar. A flor tinha arames colados e eu tinha receio que eles se descolassem. Quando entreguei o bolo pedi para terem cuidado ao cortarem as fatias. Gostaram muito do bolo, do sabor, e a minha amiga depois contou que, enquanto comiam o bolo, ela estava sempre a repetir “tenham cuidado com os arames, tenham cuidado com os arames”. Não deixou de ser engraçado. Agora a experiência já é outra.

8. Se te pedíssemos para criares um bolo a pensar nas miúdas do Armazém, como seria e que recheio teria? Porquê?

Sem pensar duas vezes: bolo de cenoura com recheio de queijo creme. Porquê? Porque há uns anos, em 2011 eu acho, fiz esse bolo para vocês, no âmbito do Stock Art – Mercado de Arte Solidário. Muito no início do meu trajeto. É algo que me liga a vocês para sempre. Fica prometido um bolo para as miúdas, assim num momento cheio de tanto, com asas para voar, cor de vida e salteado com magia, tal como aquela que vocês nos dão.

E se já estás a “Açunhar” entrar em contacto com a Yara para te deliciares com uma destas suas obras de arte podes fazê-lo através do Instagram e da sua recente página de Facebook.

É tão bom quando sonhos doces se concretizam em projetos recheados com queijo creme! Muito sucesso Yara! Nunca pares de “Açunhar”!

Rosarinho

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