Ideias até ao infinito

50. E agora?

Dezembro 16, 2020
50. E agora?

13.12.2020.
50. E agora?
Faço um baile de máscaras higienizado e lanço um livro. Que tal?

Estou uma 50Tona (como escreve uma grande amiga do outro lado do Atlântico), mas sinto-me com 25. Talvez esteja a exagerar. Já não tenho pedalada para uma noitada daquelas que fazia no auge dos vintes. Serei mais realista se escrever que me sinto uma 30Tona.

Este ano dei por mim a refletir sobre a idade. Meio século… Parece uma coisa assustadora, mas não é. Estar com 50 é igual a estar com 49, 48 ou 47. Portanto, os 50 são, acima de tudo, aquilo que eu quiser que eles sejam. Eu quis que no dia primeiro dos 50 ocorresse uma revelação. Apresentei ao mundo e arredores o meu primeiro livro, gerado e parido em tempos de pandemia.

No dia 13, reuni um pequeno grupo de pessoas que me são queridas para celebrar o aniversário da meia vida (sabes que quero chegar aos 100) e para o pré-lançamento do meu primeiro livro – No meio do nada (Palavra Editora).

No dia em que poderia ter apagado 50 velas, não fosse o uso obrigatório de máscara, apresentei o resultado de 9 meses de escrita. Para quem pensava que nem bolo ia ter, tive direito a três bolos de aniversário, dei autógrafos com uma MontBlanc (oferecida por Mr. J.) e com uma Pierre Cardin (oferecida por amigos com a gravação Best Writer), diverti-me à grande e à portuguesa, matei saudades de pessoas que já não via há algum tempo, falei deste sonho concretizado e recebi muito carinho. Nunca pensei que isto acontecesse num ano tão estrambólico como este que está na sua reta final. A celebração deu-se no Quiosque Rocha do Inferno, um dos meus spots favoritos em Cascais, e que me serviu de inspiração para um dos contos do livro, intitulado “Maresia e Absinto”. 

Ao meu lado, estiveram duas pessoas muito importantes para o sucesso deste livro. A minha mana blogger Susana que fez a revisão dos meus contos (vezes sem conta) e que escreveu comigo o conto “Sentimentos no Papel” e a Carla Silva (Cahico) que em tempo recorde fez as ilustrações. Faltou-me a Laura Mateus Fonseca (Palavra Editora) e o Nuno Franco Pires, que escreveu o melhor prefácio de sempre. Estarão presentes no lançamento oficial.

Foi um dia onde o NADA passou a ser o TUDO. Verdade seja dita, o NADA estava garantido, mas foi o TUDO que preencheu cada minuto deste momento que jamais esquecerei.

50. E agora?
Vou escrever, quiçá, o segundo livro, fazer duas tatuagens, levar a vacina e apanhar o avião para o meu destino favorito. Ou então não é NADA disto e vou apenas ser feliz a fazer o que mais amo. ♥ Aos 50 tudo é possível.

Rosarinho

p.s. – O lançamento oficial do livro será lá para janeiro ou fevereiro, algures numa livraria em Lisboa. Não te preocupes. Darei notícias.

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