Ideias até ao infinito

5 coisas sem as quais não consigo viver

Outubro 29, 2020
5 coisas sem as quais não consigo viver

Supostamente este post teria como título “3 coisas sem as quais não consigo viver”, mas depois de uma reflexão de final de dia de outono, com o jet lag da mudança da hora, cheguei à conclusão de que a lista era um pouco mais extensa. Posto esta introdução nonsense, trago-te as 5 coisas sem as quais não consigo viver. Se refletisse mais, acho que chegaria às 10 coisas. Digamos que estas são o Top 5. Não inclui Mr. J. porque ele encaixa na categoria de pessoas sem as quais não consigo viver (ideia para um novo post?).

1. Não consigo viver sem… livros

Mesmo que quisesse… seria impossível. As miúdas promovem um clube de leitura, Livros À Sexta, já deves ter ouvido falar, portanto os livros estão muito presentes na nossa vida. Eu só despertei para a leitura quando era teenager. E, desde então, não parei de ler. Embora tenha consciência que esta minha paixão tenha vindo a crescer com a idade. Sou daquelas que não consegue ler um livro de cada vez (também sofres desta patologia?). Tenho uma prateleira dedicada aos “ainda não lidos, mas desesperadamente procurando pela Rosarinho”. Todos os dias olho para ela e dá-me uma gana! Se pudesse começava a ler todos. Depois tomo um chá de camomila e acalmo-me. Há livros que me emocionam e as palavras transformam-se em lágrimas. Outros arrancam-me gargalhadas inesperadas. Depois ainda há os que me fazem palpitar o peito quando o perigo espreita na página seguinte. Mas também existem aqueles que não acabo de ler (o tempo dos sacrifícios já lá vai). Livros são vidas, verdadeiras, fictícias, de cordel; são emoções; são viagens românticas, perigosas, reflexivas; são bandas sonoras; são experiências que nos fazem olhar para nós; são clássicos; são contemporâneos… Não consigo percecionar a vida sem esta montanha-russa. Eu vivo todas as histórias que leio!

Livros

2. Não consigo viver sem… a minha escrita

Tornou-se um vício. Escrevo todos os dias. Acabei de escrever o meu primeiro livro. Estou que nem posso! Se tudo correr como planeado antes deste ano se despedir, chegará aquele momento que me fez acreditar que nem tudo foi mau em 2020. Sempre gostei de escrever. Tive diários (sim, eu escrevia sobre os meus amores não correspondidos). Escrevia novelas policiais, que só eu lia. Escrevia contos fantasmagóricos e partilhava-os com as amigas mais chegadas. Escrevia romances de amores sofridos, mas com finais felizes. Depois parei. Afastei-me da escrita. Vivi uma vida. Depois voltei e escrevi um diário da minha viagem de lua de mel por um Portugal que não conhecia. Depois entrei em pausa. Voltei novamente, para não mais parar. Comecei a encontrar a minha voz. Partilhei-a com o mundo através deste blog. E foi a partir desse momento de viragem que o ato de escrever se tornou viciante, feliz, divertido, gratificante. Depois fui desafiada a escrever um livro e aceitei. Eu vivo todas as palavras que escrevo.

Escrita

3. Não consigo viver sem… música

Sabes aquela idade em que temos posters dos nossos músicos e cantores favoritos colados nas paredes do quarto? Comigo isso não aconteceu. Embora eu comprasse a Bravo só para ter os posters dos meus ídolos (não percebia patavina do que lá vinha escrito, porque a revista era alemã), a minha mãe não permitia estragar a pintura da parede. Eu sabia as letras das músicas de cor, assistia vezes sem conta aos videoclips gravados nas cassetes VHS, juntava dinheiro para comprar o último vinil do meu grupo ou cantor de eleição… enfim, a música sempre esteve muito presente na minha vida. Aliás, enquanto te escrevo este post estou a ouvir Harry Potter (apropriado para a época de bruxas e feitiços). Oiço música no carro, enquanto trabalho, enquanto faço exercício físico, enquanto medito… Canto em voz alta, quando estou sozinha em casa. Canto mal, pois canto, mas não me importo, porque a única pessoa que me ouve sou eu… ou o vizinho de baixo… Às vezes acordo com determinada música a tocar na minha cabeça. A música inspira-me. Eu vivo todas as músicas que oiço.

música

4. Não consigo viver sem… viajar

Eu tenho alma de viajante. Estou sempre pronta para fazer a mala e partir para um lugar qualquer. Acho que sou daquelas pessoas que, quando me reformar (eu escrevi mesmo isto?), vou passar metade do ano em viagem e a outra metade a planear a próxima. Viajar inspira-me, traz-me conhecimento, aprendizagens, novas experiências, uma riqueza interior incalculável e muitas estórias para escrever. Encho os olhos de paisagens. A viagem não precisa de ser nem muito longa, nem muito longe, para valer a pena e decorar a minha vida com, cheiros, sabores e sensações que não se consiguem explicar, mas que mexem comigo por dentro. Em viagem, leio, escrevo, oiço música, observo, descubro-me. Distribuo postais pelas caixas do correio dos amigos. Trago no meu coração um pedaço do mundo ou de uma aldeia portuguesa. Há lá coisa mais completa que viajar? Eu vivo cada km que faço.

viajar

5. Não consigo viver sem… o meu café da manhã

Impensável. Não te queiras cruzar com uma Rosarinho que não tenha tomado o seu café da manhã. É rabugenta e mal-encarada. Uma verdadeira bruxa má! Quem consegue sair de casa sem uma boa chávena de café é a Wonder Woman ou Superman. Eu preciso desta minha droga para abrir os olhos e ver as maravilhas de um amanhecer. O calor da caneca, o cheiro no ar, o sabor de um café de filtro acabado de fazer é tudo o que preciso para que a manhã comece sem rugas de mau humor. Ao longo do dia, até posso tomar uma ou duas bicas, mas nada é tão prazeroso como ouvir o apitar da chaleira a chamar-me para o meu despertar. Eu vivo cada grão de café moído que alegra as minhas manhãs.

Conta-me. Quais as coisas sem as quais não consegues viver? Nem sabes a alegria que me davas ao partilhares comigo essa tua lista secreta!

Rosarinho

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