Ideias à solta

Cada porta uma história… o regresso

Outubro 14, 2020

Eu tenho uma cena com portas. Falam comigo e eu falo com elas. Em tempos partilhei, aqui no blog, histórias de portas que encontrei no meu caminho. Depois, não sei bem porquê, fechei a porta. Mas elas, as portas, continuaram sempre a falar comigo, e eu com elas. Hoje acordei com uma imensa vontade de te contar o meu encontro com a porta 14 de Vila Viçosa.

Se fosses o número 13 gostaria mais de ti. Não que tenha nada contra o 14. Só que há uma certa magia no meu número favorito. ‪13 de dezembro‬ e ‪13 de outubro‬, duas datas que correm nas minhas veias. Eu sei que me entendes. Como entendias a poetisa que morou umas ruas abaixo ou acima, não sei bem. Ela também era de dezembro. Talvez gostasse do número 8… talvez não. Porque foi num dia 8 do mês 12 que resolveu partir.

Diz-me porta 14 como faço para chegar a casa da Flor? Gostava de passar por lá. Só para observar as suas paredes e perder-me de amores. Sei que ainda não é museu. Talvez nunca seja. É pena.

Não tens a certeza em que direção fica? Achas que a porta número 16 sabe? Gostava mais que fosses tu a segredar-me ao ouvido. Engracei contigo. Gosto desse teu ar rústico.

Vives sozinha? Há quanto tempo? Já não te recordas. Queres chorar-me as tuas mágoas? Se pudesses escrevias poesia! Eu também. Mas não temos o talento da poetisa da terra.

Posso sentar-me um pouco? Apetece-me ouvir-te e depois desço. Olho o Paço, viajo no tempo. Caminharei sem planos, sem bússola pode ser que ao virar da esquina encontre um poema.

Rosarinho

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