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Azulejar em Estremoz

Agosto 13, 2020
Museu do Azulejo em Estremoz

Quando agendei a minha ida a Sousel nunca pensei que também iria ‘azulejar’ em Estremoz. É isto que, hoje em dia, aprecio nas viagens – as agradáveis surpresas. Esta veio embrulhada num palácio setecentista.

Museu do Azulejo em Estremoz

Manhã de piscina. Mr. J. sugere visita ao Museu Berardo Estremoz. Essa ideia brilhante, também, já tinha passado pela cabeça da amiga Dora. Estávamos em sintonia. Mergulhámos na proposta de corpo e alma e, tal qual gente importante, visitámos o Museu no dia da sua inauguração!  Recordo-me de ter passado pelo histórico Palácio da Tocha há 2 ou 3 anos, aquando de uma visita à cidade e na altura já se anunciava esta iniciativa conjunta da Coleção Berardo e da Câmara Municipal de Estremoz. Os astros alinharam-se e lá estávamos nós de leque, máscara e álcool-gel à entrada daquela que é considerada a maior e mais importante coleção privada de azulejos de Portugal. Agora um parêntese (foi a primeira vez que visitei um museu de máscara… não é fácil, principalmente em terras alentejanas, no pico do verão, mas não sufoquei… vá só um bocadinho). Foi uma intensa viagem pelos últimos oito séculos de azulejaria.

Alerta! A entrada é gratuita até ao final de agosto. Fãs do azulejo façam-se à estrada! O Palácio da Tocha, só por si, já é um Monumento de Interesse Público e está enriquecido por belos conjuntos de azulejaria tardo-Barroca e Rococó. Esta exposição inaugural – “800 anos de História do Azulejo” – pode ser apreciada em 3 pisos, 35 salas, 4500 azulejos que vão desde o século XIII ao século XXI. Começas a visita nas origens, as islâmicas, e terminas no azulejo contemporâneo (uma das minhas salas favoritas, já para não falar da sala da Arte Nova). Vai com tempo, senta-te e aprecia as técnicas de corda-seca, aresta e majólica, o padrão de “Marvila”, os temas religiosos, os profanos, o estilo rococó, o neoclássico… Até existe uma sala dedicada ao azulejo Pombalino. Esta exposição também conta com uma homenagem a duas artes ancestrais da região,  o mármore e o mosaico hidráulico. 

A visita terminou com um brinde e uma conversa descontraída junto à cafetaria. Estávamos com os bofes de fora, mas tinha valido a pena! Depois de tanta beleza azulejar restava-nos voltar para outro tipo de azulejos… os da piscina, que a temperatura estava de estrelar ovos no tejadilho do carro.

Rosarinho

Museu do Azulejo em Estremoz

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