Clube de Leitura - Livros à Sexta

Wilt, Eva, Judy e Livros à Sexta

Julho 16, 2020
Clube de Leitura Livros à Sexta

Na semana passada celebrámos 3 anos de Livros à Sexta. Calma! Não houve festa, nem ajuntamentos, mas talvez tenha sido o encontro do nosso Clube de Leitura mais nonsense de sempre. Para além de estarmos a viver numa época sem sentido (que já ajuda), aqui a miúda fez a proeza de bloquear uma das leitoras no seu acesso ao Zoom e foi uma trapalhada quase tão grande como tirar a Judy do calabouço. Wilt de Tom Sharpe, um livro dos anos 70 recomendado pela RG Livreiros, teve o efeito Coca-Cola no processo de leitura – primeiro estranhou-se, depois entranhou-se. E foi assim que Wilt, a esposa Eva e a boneca insuflável Judy tomaram de assalto as nossas vidas nas últimas semanas. 

Nota: Este post teve a ajuda da Vanda Varela Lima (uma livrólica inveterada do Clube). Obrigada pela review que preparaste para a RG Livreiros! Fomos roubar alguns excertos para enriquecer este texto. Um pequeno crime que esperamos o inspetor Flint não leve em consideração

Henry Wilt é professor assistente no Instituto de Letras e Tecnologias de Fenland, onde ensina um rol de estudantes de profissões técnicas, e sem qualquer perspectiva de promoção na carreira, há já tempo demais. É casado com Eva, uma mulher completamente desprovida de inteligência e beleza, dominadora e extremamente influenciável, cujo único objetivo de vida é o status social. E não olha a meios para o atingir. Eva vive a sua vidinha de dona de casa, entretém-se com atividades sem qualquer utilidade, tentando ser aceite nos círculos sociais mais elevados. A história desenrola-se à volta da fixação de Wilt em encontrar um meio de ‘fazer desaparecer’ a sua mulher e recuperar a sua vida de volta.

Não me lembrei de ter ditado dress code para este encontro. Teria sido épico, se todas tivéssemos vestido beach pijamas amarelos. Podia ter providenciado um ponche dos Pringsheim, umas empadas de porco da Sweetbreads Meat and Canning Factory. E se o maldito vírus não andasse a rondar, teríamos celebrado o aniversário a bordo de um barco. Enfim… Houve quem risse muito, houve quem lê-se o livro num abrir e fechar de olhos, houve quem não o acabasse, houve quem achasse um livro meio-estranho e houve ainda quem tivesse ficado feliz por ter conseguido manter a concentração do princípio ao fim. Eu acho que o livro teve o patrocínio do Harpic. Este post está nonsense, não está? É melhor voltarmos à review da Vanda.

A aventura começa quando Eva convence o marido a ir a um churrasco de uma amiga americana chique, que conheceu por acaso. Wilt embebeda-se e há toda uma parafernália de acontecimentos e experiências mirabolantes que o levam a querer desfazer-se de uma boneca insuflável, no buraco de uma obra do instituto onde leciona. Envergonhada com os acontecimentos da festa e convencida pela nova “amiga” americana, Sally Pringsheim, uma lésbica não totalmente assumida, e pelo seu marido Gaskell, decide ir passar um fim de semana longe de tudo, no barco deles. O que ela não sabe, é que eles estão falidos, não são o casal modelo e que o barco foi “emprestado”. Para Wilt, a infeliz coincidência dá-se quando um suposto corpo é avistado no buraco por funcionários da obra, e Eva e os amigos desaparecem sem deixar rasto. Todas as provas recaem sobre Wilt, que se torna no principal suspeito do homicídio da sua mulher, Eva.

Será que a Eva e o Wilt viveram felizes para sempre, depois de todas estas aventuras diabólicas? Como não sou spoiler não confirmo nem desminto. O que te posso assegurar é que mais uma vez nos divertimos muito a falar sobre livros. Isso enche-nos a alma, sabes?

Como se tratava do aniversário do Clube houve surpresas. A Porto Editora ofereceu o livro O Comboio das crianças, de Viola Ardone que depois de sorteado foi parar às mãos da sortuda Vanda Varela Lima. A Cahico Porcelanas criou um marcador de livros lindo, inspirado no “A” de Armazém (se quiseres ter o teu, fala com as miúdas) que foi direitinho para a Fátima Teixeira.  Fizemos brindes, mas mantivemo-nos sóbrias ao contrário do Reverendo St. John Froude que bebia garrafas atrás de garrafas, e estava sempre bêbado que nem um cacho. Combinámos um encontro especial durante o verão. Esperemos que o Sr. Covid-19 nos dê tréguas, porque este grupo livrólico está cheio de saudades de voltar a conviver ao vivo e a cores. Talvez contrate o aluno de Tipógrafos III para ir ao trombil ao maldito do vírus! Meu querido mês de agosto queremos piquenique e leituras de verão!

Marcador para livros da Cahico Porcelanas

Rosarinho

  • Reply
    Sandra
    Julho 22, 2020 at 8:47 am

    Parabéns ao Clube de Leitura ! E pela última foto do écran do computador, estiveram na celebração 13 leitores do Clube 😉 o número da sorte! ❤
    Que continue por muitos anos, a crescer e solidificar amizades! 😘

    • Reply
      Rosarinho
      Julho 22, 2020 at 2:22 pm

      Querida Sandra!
      Sabes que o 13 me acompanha sempre! Quando te juntas ao Clube?
      Beijinhos e obrigada, de coração, pelo comentário.

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