Ideias até ao infinito

E se eu descer?

Maio 12, 2020

Onde será que vão dar estas escadas? Levar-me-ão até às profundezas do planeta? Chegarei ao centro da terra, como almejaram o professor Otto Lidenbrock e o seu sobrinho Axel, no clássico “Viagem ao centro da terra”, de Júlio Verne?

Ou simplesmente chegarei a um outro lugar, que não este, apenas um outro, diferente. E a diferença será boa? Nunca se sabe, se não a experimentarmos, certo?! Tenho para mim que a diferença nem é boa, nem má. É só diferente. E, muitas vezes, o diferente é o melhor que nos pode acontecer.

É o abrir a mente a novas perspetivas, o ver o mundo com um novo olhar.

Às vezes, só temos mesmo que nos deixar ir, sem resistência, entregarmo-nos no fluxo da vida, fecharmos os olhos e confiarmos que tudo está no lugar onde deve estar.

Degrau a degrau, o que será que cada um deles me reserva? O que irei encontrar a cada curva desta espiral? A minha mente divaga muito para além desta escadaria… em pensamentos, em dúvidas, em certezas, em incertezas, em receios, em alegrias, em recordações, em fantasias, em verdades e mentiras, enfim, na existência… Será que encontrarei respostas? E será que preciso de respostas? Ou devo dar um salto de fé, não necessariamente a católica, mas na vida que sabe o que faz.

É simplesmente o que é. Momentos de introspeção como este fazem parte e, ainda mais neste momento destrambelhado que atravessamos, creio que todos nós vamos tendo ocasiões em que nos deparamos com umas escadas como estas e pensamos…

… E se eu descer?

Pois eu, vou arriscar!

Susana Figueira

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