Ideias até ao infinito

#mundo invertido

Abril 14, 2020

É um pouco assim que me tenho sentido por estes dias… como se o mundo estivesse de pernas para o ar. E se calhar está… ou não?! Não que isso seja propriamente mau, é simplesmente… diferente.

Talvez só daqui por uns meses possamos ter essa certeza, no entanto, por outro lado, de que nos vale ter certezas, quando, de repente, aparece um tal de Coronavírus (uma coisa invisível!!!) e tudo o que tínhamos por garantido parece agora uma realidade distante.

Confesso que, algum do meu tempo livre (que agora é… IMENSOOOOO) tem sido ocupado por uma ambiguidade de sentimentos em relação à questão: vamos sair melhores ou piores desta situação, enquanto seres humanos? Pois, se calhar, tens as mesmas dúvidas que me assomam o espírito…

Se, por um lado, uma parte de mim sabe que, enfim, o ‘chico-espertismo’ não será erradicado, e basta-nos ver os açambarcamentos nos supermercados, o incumprimento da distância social, o aproveitamento de uns através da especulação dos preços de bens essenciais – este fim de semana, alguma fruta estava caríssima!!! alguém mais reparou, ou fui só eu?! -, e até mesmo a forma como alguns líderes mundiais têm encarado a situação, há toda uma outra parte que continua a fazer-me acreditar que, pelo menos alguns de nós, sairemos desta crise mundial (ainda) mais humanos. E é a esta que me tenho agarrado com unhas e dentes!

E mesmo que sejamos ‘apenas’ alguns, talvez já sejamos um pouco mais do que suficientes para  mudarmos algumas das coisas que, nos últimos anos, temos vindo a assistir. Falo da falta de empatia, da falta de humanidade, do ‘umbiguismo’, do empobrecimento das relações humanas, entre tantas outras facetas que me têm desiludido na espécie humana. E achamo-nos nós “a espécie inteligente”…

Por isso, por estes dias, tenho-me alimentado das palavras Esperança, Resiliência, (e não, não é católica, porque não o sou, mas uma crença absoluta de que vai ficar tudo bem, diferente, com certeza, mas bem), mas, acima de tudo, AMOR! Porque acho que é no AMOR que devemos basear a nossa existência! Agora mais do que nunca!

No entanto, e já com 30 dias de isolamento, só quebrado com idas ao supermercado e alguns passeios higiénicos (bem cedo e não mais de 20 minutos, em passo de corrida, claro), é assim que me tenho sentido por estes dias… num mundo invertido! Mas quem me diz a mim que esta não é uma melhor perspetiva de olhar o mundo?! We’ll see!

Espero que estejas bem! Cuida-te! E fica em casa… só mais um bocadinho!

Susana Figueira

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