Ideias até ao infinito

3 situações “NUNCA MAIS!” na vida de uma miúda

Março 24, 2020

Se subscreves a nossa newsletter, já descobriste o quão xoné esta miúda pode ser. Se ainda não o fazes – ai ai ai, então de que estás à espera? -, prepara-te, hoje é o dia. Depois disto, ou a Rosarinho me deixa em quarentena vitalícia, ou fecham a internet! Ready? Go

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Nem a propósito – e já sabem que, por aqui, somos fãs da Rádio Comercial -, um daqueles desafios colocados aos ouvintes no programa das Manhãs, pelo Pedro Ribeiro e a Elsa Teixeira (sim, isto ainda foi nas últimas férias de verão), era ligar para a rádio e contar uma situação embaraçosa pela qual tivessem passado, daquelas que te fazem querer ‘enfiar a cabeça num buraco’, tipo avestruz… já estás mesmo a ver, não é?!

E, além de ter enviado mensagem pelo WhatsApp da rádio a descrever ‘uma das’ situações embaraçosas em que já consegui colocar-me – sim, a xonezice já me acompanha há muito tempo -, fiquei a pensar… “hmm, não é que isto até dá para escrever um post muito engraçado?” Embaraçoso, é certo, mas divertido. É óbvio que, depois disto, ou o blog acaba ou é desta que vão fechar a internet!!! Hehehe Ou, então, esta miúda fica tão, mas tão envergonhada, que nunca mais aqui aparece.

Ainda assim, vou arriscar. Afinal, quem nunca? Começo pela situação que partilhei com o vasto auditório das Manhãs da Comercial.

Situação “vou ali já venho”

Imagina o cenário: estás em início de vida profissional num dos grandes grupos editoriais (na altura, claro), inserida numa equipa de cerca de 8 a 10 pessoas, já não me recordo ao certo (já lá vão uns aninhos, ok), das quais são todas mulheres e um homem. Ah, e temos um chefe de equipa. Vinha de uma empresa multimédia pequena onde trabalhei com uma equipa também ela pequena, um ambiente mais descontraído, e com o melhor patrão que já tive até hoje. Já estás a ver? Então, anda daí!

Um belo dia, estás no ‘gabinete’ do teu chefe, que era basicamente uma mesa no open space do pessoal da publicidade, infografias, etc, e enquanto esperas que ele apareça (já não me lembro do que esperava, mas isso é irrelevante) vês o esboço de uma peça publicitária e começas a ler, para passar o tempo. Aparece um dos teus colegas, por acaso daqueles com quem não te identificas assim tanto, e para fazer conversa de circunstância dás por ti a comentar a dita peça… 

Ok, a meu favor tenho a dizer que não fui assim taaaaão desagradável, acho. Até porque não sou assim, no entanto, não estava propriamente a tecer os maiores elogios ao copy da dita pub. Até que percebo um ‘silêncio’ constrangedor do outro lado… ao fim do qual ouvi um: “Fui eu que fiz.” Whaaaaaaat?! Susana, já meteste os pés pelas mãos! É ou não é de ‘enfiar a cabeça na areia’? Não me desmanchei, claro, mas, assim que consegui, despejei um “vou ali já venho” e desapareci! Lesson learned!

Situação “onde está o Wally?”

Esta, apesar de embaraçosa no momento, é bem mais leve e muito engraçada. É daqueles equívocos que podem acontecer a qualquer um! 

Quem me conhece bem, sabe que sou tia e uma tia muito presente e babadíssima dos seus sobrinhos. Para te contar esta cena, tenho de viajar até há quase 21 ou 22 anos atrás, mais ou menos.

Festa de final de ano da infantil da minha sobrinha Sílvia, na altura com 4 ou 5 aninhos. Quem é pai e teve filhos no colégio, com certeza, que identifica bem este cenário: montanhas de crianças, mais ou menos todas do mesmo tamanho, gritaria a plenos pulmões, muita correria, isto após as demonstrações de cada uma das respetivas salas. Portanto, já na fase da brincadeira em que os pais já estão mais descontraídos da tarefa de ‘tirar fotografias’, ‘fazer vídeos’, etc.

E esta tia – xoné, i know, e também fico a dever um pouco às alturas, mas ainda assim, no contexto, mais alta – estava pelo meio da criançada e leva um ‘encontrão’ nas pernas de alguém bem abaixo da minha linha de visão. Reação imediata: virar-me, sorrir e afagar a cabeça da ‘criança’… (pausa dramática) Só que não. Não era uma criança. Era uma senhora, anã. Acredita que conto isto sem qualquer tipo de preconceito, só que no contexto em que estava, caramba, é um equívoco mais do que legítimo, certo? Como é que, no meio de tanta criança, ia imaginar que ‘a’ que me deu um encontrão era o meu “Wally”?! Até porque a senhora percebeu a ‘confusão’ e também se riu da situação. Uff!

Situação “depois de contar isto, vou emigrar”

Acredita que pensei muito sobre se havia de partilhar isto contigo, de tão embaraçoso que é. Só que, se há coisa que a idade me tem trazido é um grande apreço pela atitude… “I don’t care!” Posso dizer tudo, como os malucos! E, sim, depois desta fecham a internet!

Contexto. Isto já se passou há muitos, muitos anos (por isso, também se torna mais fácil contar), mas, voltando apenas há 4 anos atrás, quem tem acompanhado o blog sabe que passei por uma doença oncológica, certo. Acontece que há 4 anos, tinha 41 anos. São precisamente 41 anos de pessoa o mais saudável que possas imaginar. Felizmente, foram 41 primaveras sem nunca passar por internamentos, nem sequer ossos partidos, cabeças rachadas (isso ficou para a minha irmã), logo, com total e absoluto desconhecimento de todo o universo hospitalar, ok. ZERO!!! À exceção de na pele de visitante, claro.

E foi neste contexto que tudo aconteceu. O episódio que te vou contar sucedeu, creio, ainda na casa dos meus 20 e muitos, quase 30, se a memória não me falha. Um primo hospitalizado, o Sérgio, na sequência de um acidente de viação em que acabou por ser-lhe amputada uma perna. Portanto, estamos a falar de algum tempo de internamento, ok. Vamos visitar o primo. Só que esta miúda, normalmente, e depende um bocado de hospital para hospital, não consegue estar muito tempo nas enfermarias, porque começa a sentir-se mal. Começo a ficar com suores frios, a ver turvo… enfim, a querer desfalecer, quase. Ou é dos cheiros dos desinfetantes ou do próprio ambiente, não sei, sou assim florzinha de estufa. Um filme!

E, naquela situação, para não dar parte fraca, já que estava ali para dar força ao primo, o que me ocorre fazer? Aviso-te já que, quando me começo a ver ‘num aperto’, dá-me para aparvalhar. São os nervos, ou sei lá! Adiante. Já alguma vez viste uma arrastadeira? Oh boy! Pois esta miúda nunca tinha visto uma! E olhei para aquele artefacto, quase como o Indiana Jones olha para um achado arqueológico, pego-lhe e viro-me para os presentes e digo: “Já viram isto? Ao contrário, quase que parece um chapéu!!!” (mais uma pausa dramática) Não, sossego-te já. Não aconteceu desgraça. Valeu-me a reação rápida do meu primo, que me gritou: “Cuidado! Isso é a arrastadeira!” Estás a ver aquelas sequências slow motion do “Matrix”? É assim que revejo na minha cabeça este momento ‘infeliz’ da minha santa ignorância/inocência na altura. Sim, foi um “quase-que-levei-um-banho-de-urina-do-meu-primo”! Não há outra forma de o dizer!

E esta é mesmo a situação mais embaraçosa que já vivi até hoje. Depois disto, tenho a dizer que gostei muito de escrever para ti, mas acho que os meus dias de blog terminam aqui. Acho que é desta que a Rosarinho me vai ‘despedir’. :-p

E tu, não a este nível, claro, vais querer partilhar connosco alguma situação daquelas que te deu vontade de ‘desaparecer’?! Vá lá, não me deixes sozinha, gostava muito de ler!

Susana Figueira

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