Ideias até ao infinito

Um trail. Amizade. E pão com chouriço… ou talvez não

Novembro 5, 2019
 

Há alturas na vida em que temos de ser nós próprios a colocar-nos desafios. Para podermos crescer e evoluir… Só que, cum caneco, cum camandro, cum catano, um trail, Susana?! Mas onde é que tinhas a cabeça?! :-p

Como sabes, esta miúda é a ‘maluquinha’ das corridas. Faço parte de uma equipa, ou ‘família’, o N.A.Z.A – Núcleo de Atletismo da Zona da Abóboda, não confundir com a NASA… se bem que há provas em que mais parece que descolei, passei pela estratosfera e já estou em loop a orbitar à volta do Sol! :-p Ainda assim, adoro correr, a adrenalina das partidas, o ‘bichinho’ da competição saudável e, acima de tudo, sentir que me supero!

 
 
 

E, na maior parte das vezes, faço provas de estrada, com alguns corta-matos pelo meio, que fazem parte do calendário da época desportiva, mas essencialmente é muita estrada. Só que, como qualquer ‘maluco’ das corridas, quando adquires o gosto por esta atividade, dás por ti a querer sempre experimentar mais. Mais quilómetros, mais velocidade, mais resistência, mais e mais… desafios diferentes! Como, por exemplo, é muito comum entre atletas principiantes haver aquela ideia de “um dia” correr uma maratona. Confesso que já pensei nisso, mas, ou muito me engano, ou não o farei. Primeiro, estou sem horários para treinar como deve ser e, segundo, só eu sei o que já me custou fazer a última Meia-maratona de Cascais! Irra!

Agora, quando o desafio é fazer um tipo de prova diferente, aí a conversa é outra. Posso dizer-te que já tenho experiência em estrada, em corta-mato, em pista!!! Caramba, há uns anos (valentes) atrás fiz uma prova de 1500 m em pista com a Sandra Teixeira (para quem desconhece, é uma atleta do Sporting especialista em velocidade – 400 m, 800 m e 1500 m) e cortei a meta ao lado dela… whaaaaat?! Só que ainda me faltava 1 volta! Fui dobrada, claro! :-p Mas valeu a experiência.

Bem, mas estou a dispersar um bocado.

 

 

Toda esta conversa para te contar como correu a minha primeira experiência em trail, no 3.º Cascais Trail Experience. Fui com ‘os suspeitos do costume’ do NAZA, claro, o mesmo é dizer com amigos – a Cristina, o Jorge e a Maria João (só faltou a Ilda) -, e ficámo-nos pelo trail curto… que, ainda assim, de K10+ nas primeiras publicações na página da organização, passaram para K12+ e, já depois das inscrições feitas, quando saíram as regras e percursos passaram a 14 km! E queres saber a melhor? No dia da prova, quando terminámos, afinal, foram 15 km!!! Whaaaaat?!?! Digo-te já que, apesar de ter gostado muito da experiência, isto e mais qualquer coisinha (que já te conto mais à frente) foi o suficiente para enviar um e-mail à organização (há que dizer, foi prontamente respondido). Mas adiante, quero falar-te da corrida propriamente dita, porque, no final, para quem gosta de correr, isso é o mais importante.

 
 

Não há como enganar… é para a direita!

 
 

Com partida e chegada no Mercado da Vila – Cascais, o Trail Curto partiu com 30 minutos de diferença do Trail Longo. Logo após a partida, entrámos no Trilho das Vinhas, do qual já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha visitado. Está ali um espaço muito agradável, tranquilo, para passear ou, como o quarteto começou logo a magicar, para treinar. 😉 Após sairmos do passadiço propriamente dito, damos de frente com o primeiro desafio, o mesmo é dizer, o primeiro local onde o ritmo de corrida passou a ‘passo de caracol’. O caminho torna-se mais estreito e o aglomerado de atletas, ainda muito juntos, fez com que tivéssemos de seguir em ‘filinha pirilau’ (como costumo dizer). Depois, deparámo-nos com algumas subidinhas-jeitosas-de-cortar-a-respiração – daquelas mesmo mesmo boas para quase subir ‘de quatro’, mas também para treinar para os corta-matos que se avizinham 😉 -, o mesmo é dizer, alguns metros com boa inclinação! Uff! Confessa, também já estás cansada, certo?

 

Só que, como é que diz o ditado mesmo… “depois da tempestade vem a bonança”, não é? E o melhor mesmo – e acredito que é isto que nos deixa o ‘bichinho’ de querer voltar a fazer um trail – aparece depois. Todo esse esforço é compensado com o lado mais sensorial da experiência, com a paisagem deslumbrante do Parque Natural Sintra-Cascais, que surge à nossa frente, com os sons, as cores, as flores, os aromas, os tesouros escondidos… parece que entramos num qualquer cenário pitoresco de filme! Caramba, tivemos o privilégio de ter esta linda cabrinha a puxar por nós na parte final da prova! Meeee-ravilhosa!

 

 
 
 

Como o ‘quarteto fantástico’ estava a estrear-se em trail, fomos em modo 100% espírito de equipa, o que significa que, sempre que alguém ficava para trás, os mais ‘apressadinhos’ esperavam um pouco até serem alcançados. O objetivo era irmos juntos, desfrutarmos da prova e, no final, acabarmos em grande com o belo pão com chouriço e uma ‘jola’, prometidos pela organização… só que não. Esta última parte, pelo menos. Em jeito de best-seller da área de gestão e autoajuda, esta miúda teve vontade de gritar: “QUEM COMEU O MEU PÃO COM CHOURIÇO?!” Só que já não tinha forças! :-p

 

 
 

Uns quartos de laranjinha e meia banana depois, posso dizer que, de um modo geral, gostei muito da experiência e é um desafio a repetir, de uma próxima vez, já em modo mais competitivo. Por agora, o foco está no Corta-Mato Cidade da Amora, a prova rainha que todos os anos abre o nosso calendário desportivo! Go team NAZA!

Susana Figueira

 
 
 

Nota: Obrigada Maria João pelas fotos que partilhaste 

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