Ideias até ao infinito

A arte de orientar as palavras para um voo final

Junho 14, 2019

Escrever, abandonar. Isto já me aconteceu tantas vezes. Escrever, riscar. A quantidade de canetas que já passaram pela minha secretária e ficaram sem tinta. Escrever e misturar texto. Foi exatamente o que fiz com o título deste post – A arte de orientar as palavras para um voo final.❤

Escrever é um exercício muito exigente. Edgar Allan Poe tinha razão quando falava da filosofia da composição. A escrita faz-se com 90% de transpiração e 10% de inspiração. Mas é algo que amo desde que comecei a entender a importância e o poder das palavras. É algo que me traz uma realização profunda e tudo começou quando descobri o prazer da leitura. Ler! Ler! Ler!
 
A Laura Mateus Fonseca (Então, queres ser escritor?) uma pessoa extraordinária e que admiro muito, convidou-me para fazer um workshop de escrita criativa no Museu do Oriente (Palavras Orientadas|Histórias Contadas). Estou-lhe imensamente grata. Acho que ela não tem a noção de como aquele dia foi importante para mim. Já te falei da Laura, aqui no blog. Gosto muito dela pela pessoa especial que é e pela sua capacidade de transmitir os seus conhecimentos (que são muitos). Editora, formadora, gestora de projetos editoriais, doutoranda e investigadora do IELT-FCSH-Nova esta mulher é uma força tremenda, uma inspiração!

Neste workshop aprendi o mundo!

Sabias que a escrita criativa é algo que remonta a 1816? Não é nenhuma modernice. Por essa altura Lord Byron, Mary Wollstonecraft Shelley, Dr. Polidori, e Percy Shelley juntavam-se aos serões, em Génova, e desafiavam-se a redigirem histórias fantásticas (o bom de não existir nem televisão nem redes sociais). Aliás foi numa destas noites criativas que nasceram narrativas como Frankenstein e Prometeu Moderno.

No Museu do Oriente e com a arte de orientar da Laura aprendi a criar uma narrativa. Explicar-te como tudo acontece não é o que pretendo com este post. Se quiseres muito saber e aprender aconselho-te a arriscares um workshop como este. O que te quero dizer é que descobri uma outra forma de escrever, um outro registo e é isso que te quero mostrar.

Durante uma visita guiada ao Museu, pela simpática Margarida, tomámos notas, sentimos o espaço (cores, cheiros, luz, objetos, personagens, lendas…) e no regresso à sala Macau produzimos, em pouco tempo, um miniconto. 

Começa assim o meu miniconto:
A Fuga
Fugiu à pressa com medo.
Levou consigo o contador e o Menino Jesus Bom Pastor. Atravessou a porta sem olhar para trás…

Rosarinho

 
 
 
 
 
 
 
 

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