Ideias à solta

Uma lufada de romantismo, by Filipe Correia

Abril 9, 2019

Oiço gemidos vindos da minha cama, instintos animalescos que me afastam da razão e me aproximam de ti. Invade-me de novo o desejo de te possuir…

Troco os lençóis da minha cama, como que afastando os sons. O cheiro a lavado arremessa-me de novo contra a tua pele, saída do banho, perfumada, com um leve toque de alfazema, recriada nos meus sentidos, escrita contra a minha inspiração.

Meu amor, eu não consigo fingir que não te quero a cada segundo!

Mandei plantar um diamante no meu corpo e anseio o entrelaçar dos teus dedos em mim, até que esse anel de diamantes surja na tua mão, como irrompem (facilmente) os orgasmos que te dou.

Beijo o perfume, como que beijando o teu corpo de uma ponta a outra, mordo-te o pescoço, os ombros e as ancas enquanto seguro a tua cintura e sinto o gosto a morangos. Pensar em ti é isto, sentir o fresco da fruta acabada de colher, acabada de morder ou descascar.

E se os morangos são sempre vermelhos, é dessa cor que sempre me deixas a alma. Escolhi-te para colher em ti as prosas mais doces, como colho do meu morangueiro, morangos suculentos.

Em cada beijo lanço-te uma promessa, engulo a seco o nosso passado incompreendido, como quem afasta a imagem de um deserto, caio em mim e a noite que caiu deixa-me embriagado. Podem os morangos conter álcool? Ou é o teu corpo que me embebeda? Eu sei que amanhã a ressaca será forte, mas, meu bem, o amor que te quero dar não teme ressacas, não tem limites, mas olha a meios para conseguir fins. E por isso apenas cairás na minha cama, sempre que te queiras afogar em mim e por consequência em prazer.

As minhas palavras serão sempre boias de salvação, mas as minhas mãos esculpindo estátuas nuas em ti, as minhas unhas cravadas na tua pele aquecida, a minha boca mordendo os teus lábios, a minha língua descendo e serpenteando até à tua linha do Equador, o meu fogo húmido dentro de ti, conduzir-te-ão sempre à loucura controlada a que te quero levar.

Então, promete-me que te afogarás em mim, que te entregarás por completo, que eu prometo permanecer nos teus sentidos até que o sol esfrie.

Ama-me mais um pouco, sorri mais de olhos fechados, que enquanto eu desenterro esperanças, tu montas correias, nas engrenagens deste nosso amor.

Até já!
Já te amo.
Amo-te até.
Um beijo com sabor a morangoska…

Filipe Correia

Foto: John Voo

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