Ideias até ao infinito

Desabafos da vida… ou de ficção

Agosto 17, 2018
Desabafos-da-vida-ou-de-ficcao-armazem-de-ideias-ilimitada
Desculpem-me, mas vou terminar a semana com um
desabafo. Uma coisa que, de há uns tempos para cá, me anda a fazer ‘cócegas’ no
espírito.
Quero falar-vos de cinema. Não, não me transformei, de
um dia para o outro, em crítica da sétima arte, não que me importasse, mas não
é o caso. Digamos que quero falar de cinema ‘na ótica do utilizador’, para usar
uma expressão mais familiar.
E dizem vocês: “Ah, mas assim também eu sei falar de
cinema.” Pois, é expectável que todos nós saibamos. Somos seres pensantes,
temos opiniões. Porém, o que fez despoletar a vontade de escrever estas
palavras, tem mais a ver com o que, atualmente, e como, se escreve por aí sobre
filmes (e basicamente sobre tudo).
O que quero dizer nada tem a ver com gostos, porque
esses, já diz o ditado, “não se discutem”. No entanto, e just for the record,
os meus géneros favoritos andam à volta de filmes que envolvam intriga política,
ação, fantasia, super-heróis, filmes baseados em factos verídicos e comédia.
Agora, a chamada ‘gota de água’ que me fez escrever
estas linhas tem a ver com um filme que vi recentemente… e agora tenho de abrir
aqui um parênteses, para confessar que, tal como na música, também tenho guilty
pleasures
no que à sétima arte diz respeito e, neste caso, são os romances.
São fases! Há alturas em que só me apetece ver ação, fantasia, thrillers
outras em que, não sendo eu a típica romântica, me apetece ver um bom romance!
O filme em questão chama-se “Forever My Girl“, estreou este ano e conta a história de Liam e
Josie, o típico casal americano high school sweethearts, estão a ver?,
que no início do filme está para casar, mas o rapaz está a começar uma promissora
carreira na música (country), então, de uma forma inesperada foge do
casamento. Oito anos depois, reencontram-se e no final vivem felizes para
sempre. Resumidamente, é isto ok.
Só que, pelo meio, há a amorosa Billy, de 7 anos, filha do casalinho, cuja existência Liam
desconhece durante os anos em que anda afastado da sua terra natal. Portanto, a
determinada altura, a ação centra-se muito na relação pai e filha, a
descobrirem-se. A menina é uma criança amorosa, muito esperta e curiosa. E mais
não digo, para não correr o risco de ser spoiler.

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E a dita ‘gota de água’ tem precisamente a ver com a
Billy. É que, enquanto andava à procura de informação sobre o filme, para ver
se me interessava ver ou não, um dos comentários diz qualquer coisa do género: “Ah sim, como se uma criança de 7 anos falasse assim!” E isto despertou-me para
o facto de atualmente ver muitas “críticas” deste género.
Ora bem, uma coisa é não gostar de um género de
filmes, mas por aqui a coisa resolve-se facilmente, certo? Não se vê. Outra
coisa é ver e dizer que aquela criança, ou qualquer outra daquela idade, nunca
falaria daquela forma.
Vamos lá a ver se nos entendemos, se estamos, por
exemplo, a ver um filme como os “Transformers” (que por acaso adoro!), será que a determinada
altura também vamos dizer: “Pfff, alguma vez um camião se transformava num
super-mega robot?!” Ou estamos a ver “Missão Impossível” e dizemos que o
Tom Cruise não conseguia saltar de um prédio para o outro?
Deixo-vos o trailer de “Forever My Girl” mais abaixo, para terem uma ideia do que estou a
dizer. O referido comentário está ligado à conversa entre pai e filha que
decorre aos 2:13 minutos do trailer. Já, para mim, achei a pequena Billy
simplesmente deliciosa e, aliás, mais facilmente acreditamos numa criança de 7
anos com um discurso tão eloquente e assertivo, do que na existência de um
Transformer, certo?!
My point is, estamos a falar de filmes, ok. Mesmo os
que se baseiam em factos verídicos têm elementos ficcionais, sejam personagens,
cenários, whatever… São filmes, o objetivo é o entretenimento, puro.
Para ver situações da vida real, bem, há os noticiários e… a própria vida!
Quando escolho ver um filme, independentemente de vir
a gostar ou não (isso é outra questão), não o faço para depois tecer comentários do género “ah certo,
como se aquilo fosse possível”, porque na sétima arte é!
Não sei se é para parecerem ‘eruditos’, se é
simplesmente porque têm dificuldade quando o assunto é o Amor… o que sei é que
essa é a magia do cinema! Faz-nos acreditar, naquele curto espaço de tempo, que
existem super-heróis, que há uma equipa extraordinária que realiza missões
impossíveis, que existe a plataforma 9 ¾ em King’s Cross que me leva para
Hogwarts, que o culpado é o mordomo, que uma criança de 7 anos é capaz de falar
daquela forma e, em último caso, já que é de Amor que fala este filme, que é
possível viver um Amor para sempre!
Como li algures por essa internet: Mais Amor, por sem
favor!

Susana
Figueira




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