Ideias até ao infinito

Via Sibéria

Setembro 21, 2013

Quem me “apresentou” Wenceslau de Morais foi J. Ele sempre teve um fascínio por este português, oficial da marinha, que há mais de 100 anos elegeu o Japão como a sua terra. Acho que esse fascínio me contagiou. Por isso quando recebi o convite para a inauguração da exposição “Via Sibéria – 140 envios do Japão”, nem pestanejei. Adiei tudo o que tinha em agenda, desafiei a minha amiga Dora e lá fomos nós até à Casa mais charmosa de Cascais – a Casa de Santa Maria – para viajarmos, através dos postais de Wenceslau de Morais, até ao Japão.

Esta exposição que já passou pelo Museu da Marinha transporta-nos poeticamente para uma outra dimensão. Uma dimensão que reflete o encanto das gentes, das paisagens, das tradições e dos cultos do arquipélago do Japão. 

A mostra reúne 140 postais que Wenceslau enviou para Portugal, via sibéria e que de forma encantadora nos apresentam o “seu” Japão. Um Japão revelado em imagens e em palavras que nos permitem dar asas à imaginação e tal como Rui Zink, referiu na inauguração, criar as nossas próprias histórias em torno de cada postal. 

Se nos livros que escreveu, ao longo da sua vida, apresentou-nos o Japão de uma forma apaixonada, em “Via Sibéria”, esta arrebatadora paixão sente-se de forma descontraída e até bem humorada.


A exposição é tão rica em detalhes que tenho de lá voltar e da próxima vez vou levar o J. Afinal foi ele que me deu a conhecer “Aquele que trocou a sua alma pela japonesa”(1).


Estes postais fazem parte da coleção da senhora Embaixatriz Ingrid Bloser Martins e estarão na Casa de Santa Maria até ao dia 27 de outubro  A organização desta mostra esteve a cargo da Associação Wenceslau de Morais. Estão de parabéns! Obrigada pela partilha!

“Cheguei ao Japão. Ameio-o em transportes de delírio, bebi-o como se bebe um néctar…” 
      Wenceslau de Morais

Com Maria do Carmo Rebello Andrade (Casa de Santa Maria), Ana Isabel Machado (Casa de Santa Maria) e João Costa Carvalho (Vice-Presidente da Associação Wenceslau de Morais)

Com Dora, a amiga desta aventuras culturais 😉

1 – Como consta na inscrição do monumento que Tokushima dedica à sua memória.

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