Ideias até ao infinito

Torre de Londres… de perder a cabeça!

Agosto 28, 2012
Ora aqui fica a primeira crónica de um dos momentos altos da
minha viagem a Inglaterra – A Torre de Londres (Palácio Real e Fortaleza de Sua
Majestade).
Depois de uma manhã de calor em plena Londres, e depois de
me babar com uma bela sandwich no café de Saint Paul’s Cathedral (que ficará
para outra crónica), pus pés a caminho até à mítica Torre de Londres, mesmo
juntinho às margens do Rio Tamisa! 

Mal me aproximo do imponente edifício e já o
nervoso miudinho começa a fervilhar em mim! Procuro as bilheteiras ansiosamente
e com aquela sensação, “lá vai barão, mas que se lixe, valerá a pena certamente!”
(é que em Inglaterra, impera a Libra e é preciso ter cuidado com ela). De
bilhete na mão e de carteira mais leve, dirijo-me para a  entrada. Mal dou os primeiros  passos no edifício, que sempre desejei visitar, local de se perder a
cabeça (literalmente), fico a saber que terei oportunidade de participar numa
visita guiada por um dos guardiões da Torre (designados de Yeomen Warders of Her Majesty’s Royal
Palace and Fortress the Tower of London
).
Lamento, mas já não me recordo do nome do senhor, embora na memória tenham
ficado as histórias que, com tanta graça, foram contadas por ele. Até aquelas
histórias mais macabras, acabaram por se tornarem leves. E que histórias!!! 

A
visita foi interessante e ao longo do percurso, o nosso Yeoman, foi-nos pondo a
par dos pontos mais enigmáticos do edifício, cruzando-os com as histórias
associadas, numa equação onde a própria história de Inglaterra se revela. Eu
que sou fascinada pelos Tudor (confesso que a série televisiva pode, em muito,
ter alimentado este meu fascínio), claro que só podia ficar fascinada com as
histórias de Anne Boleyn e Catherine Howard (duas das esposas de Henrique VIII), que aqui estiveram
encarceradas até ao momento da sua execução. Existe no local um memorial, não só a
estas duas damas, como a tantas outras e outros que aqui perderam as suas
vidas. 

As pedras da “Torre de Londres” guardam nas suas memórias muitas
histórias sangrentas. Sim porque em tempos idos (e ainda bem, que essa moda já
não vigora), por dá cá aquela palha ficavam sem cabeça! E ainda pagavam ao
carrasco para fazer a coisa bem feita…
não fosse ele não acertar à primeira… Intrigas, conspirações, traições davam
acesso direto à “Torre” e de lá já ninguém saía. Este post está a parecer-me um
pouco aterrador, mas não há volta a dar.
“A Torre”, edifício que remonta
a 1080, cuja responsabilidade da sua edificação esteve a cargo de William The
Conquerer, tem muito que se lhe diga! Uma tarde quase não chega para vasculhar
tudo ao pormenor, como eu gosto, e por isso ficaram algumas coisas por ver! Raios! Mas a lista é
grande: ”Traitor’s Gate”, Waterloo Block”  e as Joias da Coroa,  “The
Bloody Tower”, “Fusilier’s Museum”, “White Tower”, “Chapel Royal of St Peter ad
Vincula”, “Well Tower”, “Salt Tower”, “Constable Tower”, “Martin Tower”, “Tower Green”…
e a lista continua!
Percebem quando eu digo
que não consegui ver tudo? 

Andei de torre em torre, dentro da “Torre”, e nas
suas paredes encontrei gravadas mensagens de prisioneiros que na sua solidão
deixaram, para a posteridade, o que lhes ia na alma. 

Lojas, muitas lojas, está claro, ao longo do percurso para “perdermos a cabeça”… Que maldita tentação! Mas eu
resisti!

E os corvos que por lá andam? Bem! São 8 e estão gordos como
Henrique VIII! Pudera! São tratados por um mestre de corvos (Ravenmaster), têm direito
a mordomias que os corvos da cidade nem sonham! E tem de ser mesmo assim,
porque se eles deixarem a Torre dizem que o edifício ruirá! Os Ingleses com
estas coisas não brincam.

Por este local passaram prisioneiros tão distintos como: o
Bispo de Durham, Sir Thomas More, Lady Jane Grey (que foi rainha por nove dias),
Henrique VI, os principezinhos Eduardo e Ricardo (ao que parece foram mortos
pelo tio, Ricardo III), etc. Nem todos escaparam à morte certa!

Mas chega de tragédia! Neste local tive oportunidade de
ver de perto a Coroa Imperial do Estado, incrustada com 2868 diamantes, 17
safiras, 11 esmeraldas, 5 rubis e 273 pérolas. Na realidade é trágico estar perto
de tantas pedras preciosas e concluir que no meu guarda joias, a prata é o
material mais precioso que tenho (ok, estou a exagerar, mas não esperavam que
divulgasse o conteúdo do meu modesto baú de preciosidades!).

Foi uma tarde em cheio! Só faltou mesmo cruzar-me com um
fantasma… naturalmente, sem cabeça!

“Estou perdida… isto está quase a fechar e ainda me falta ver tanta coisa!”

 MEDO!! Sei lá se me fecham cá dentro!!

Foi neste local que Anne Boleyn, Catherine Howard e tantos outros foram executados (reparem na almofadinha)


 Traitor’s Gate! Acreditem, não foi por aqui que entrei!


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