Ideias até ao infinito

Monserrate, um Palácio que ganhou vida

Julho 12, 2012


Já há algum tempo que as portas do Palácio de Monserrate se abriram para uns convidados muito especiais: nós! Mas só agora consegui passar por lá.
Fim de semana passado, rumei a Sintra para conhecer tanto o palácio quanto o Parque. No entanto a visita, com o tempo contado, não chegou para tudo e lá terei de voltar para me perder nos jardins prolíferos em percursos ladeados por maravilhosas espécies botânicas, ruínas, cascatas e lagos. E rebolar naquela imensidão de relvado, o primeiro a ser plantado em Portugal? Bom é melhor não! Porque se calhar chego ao fim e ainda bato com a cabeça numa Araucária-de-Norfolk. O Parque ficou agendado para uma outra visita. Já no Palácio que pertenceu a Gerard de Visme, William Beckford e Francis Cook e que teve como convidado ilustre Lord Byron, percebi que estava num local encantador. 

Depois de tantos anos entregue ao esquecimento e às infiltrações que corroeram o seu âmago, um processo de recuperação no interior do edifício fez com o que o coração do Palácio voltasse a bater. Sinto-me orgulhosa quando se dão estes milagres! Quando o património se recupera e é merecedor de reconhecimento através do prémio de Requalificação Projeto Público, atribuído pelo Turismo de Portugal.

Não devem deixar de visitar este local maravilhoso, de uma harmonia relaxante e que me trouxe recordações de uma Veneza visitada no ano passado. São vários os locais que podem ser percorridos no Palácio: a capela; o átrio principal; os corredores que nos envolvem num ambiente romântico; a biblioteca, a sala de jantar; a cozinha, o átrio da entrada, a sala de estar Indiana (que nos revela que o trabalho de recuperação ainda não está terminado); a sala de bilhar, a sala da música (que dada a sua acústica fantástica recebe concertos)… Tudo isto no piso térreo. Depois da escadaria de mármore seguem-se os quartos que se transformaram em local expositivo (num outro post falarei da exposição que visitei).

Esta é uma visita para ser apreciada ao pormenor, porque pormenores não faltam no Palácio: porta de alto relevo, painéis esculpidos em alabastro, estuque com motivos florais dourados, arcos góticos, uma belíssima fonte de alabastro e tantos outras particularidades que descobrirão quando decidirem passar por este marco do período romântico, em Portugal. 






Deixo-vos aqui algumas dicas práticas para a visita: não olhem para o relógio! Para conseguirem ver tudo, devem ir com disponibilidade; levem sapatos confortáveis, pois serão muito uteis para passearem no jardim; levem máquina fotográfica e fotografem muito; podem seguir os percursos sugeridos pelo mapa que vos é entregue no início da visita; para residentes no Concelho de Sintra a entrada, ao domingo de manhã, é gratuita, para os restantes (como eu), a opção de adquirir um cartão que depois dá acesso ao Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos e Palácio da Pena é uma boa opção, mas na bilheteira explicam como funciona. Para quem não tem carro ou prefere não o levar pelas estradas curvilíneas e estreitas, existe um autocarro que tem uma paragem mesmo junto à entrada, trata-se do nº 435 que sai da estação dos comboios de Sintra.

Tudo se conjuga para que esta seja uma visita inesquecível. 
    


Opinião publicada em Trivago

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